Eu sou uma pessoa de estilo antiquado. A maioria das coisas que eu gosto, entre músicas, filmes e tokusatsus, é dos anos 80. Hoje eu vim aqui pra falar sobre uma dessas coisas.
Karate Kid marcou a geração dos anos 80 e lançou uma febre de caratê pelo mundo. Perdoem-me aqueles que curtiram o remake com o “Smithinho”, mas eu estou falando da geração “Daniel san”. Foram três filmes maravilhosos mostrando a trajetória de um jovem magricelo que conhece um velho que se torna seu mestre.
Em Karate Kid – A hora da verdade, temos Ralph Macchio e Pat Morita nos apresentando os dois personagens principais da trilogia que viria: Daniel Larusso e Kesuke Miyagi. Daí pra frente, o filme vai nos ensinar o quão importante é você ter um mestre que te direcione para o caminho correto na vida. Com diálogos simples, Senhor Miyagi ensina Daniel e os telespectadores como a vida é feita de coisas simples e como é importante vive-la da maneira correta.
O mais legal sobre esses filmes é que eles carregam mensagens muito boas no seu enredo. Eles não têm efeitos especiais e as coreografias de caratê são fraquinhas, não tem nada monstruosamente elaborado, pelo contrário, você consegue ver que o cara mal encostou e o outro já caiu. Mas eles conseguem te impressionar pela filosofia que carregam.
“UAU! Filosofia? Que droga, eu assisto filme pra me entreter e não pra filosofar!” Pois é, mas esse filme consegue te pegar, e quando você vê, tá em pé em cima do sofá cantando “I am the man, who would fight for your honor...” E torcendo pro “Daniel san” enfiar a mão na cara daqueles safados sem honra. HONRA! Honra é a palavra chave dessa trilogia. Eu sempre me impressiono como o Daniel fica gigante na hora da luta. Sério, ele é muito seco, gente! Mas na hora da luta ele parece crescer, ficar gigante. E sabe por quê? Porque é ele quem está lutando com honra. Sério! Você vê toda a dignidade dele quando está com a perna machucada e continua lutando no primeiro (e faz aquele golpe que todo mundo conhece do filme, até quem não assistiu), quando ele luta em Okinawa derramando sangue no segundo e quando ele faz o Kata pra dar o golpe final no terceiro.
Eu poderia continuar aqui babando o ovo da trilogia e contando tudo, esmiuçando cada cena pequenininha, mas eu não vou. Se você gosta de filmes, bons filmes, com um roteiro digno, assista Karate Kid. Garanto que não vai se arrepender. E quem sabe você não se sente um pouco mais motivado pra lutar na vida? 10 estrelas para Karate Kid – trilogia.
E antes que alguém me bata, é, eu sei que tem um quarto filme com o Pat Morita, onde ele ensina uma garota. Mas desculpem, eu sou 100% Daniel san!









Nenhum comentário:
Postar um comentário