quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Resenha - A Culpa é das Estrelas

Por em quinta-feira, 18 de outubro de 2012


Nunca fui a maior fã de romances. Mas quando vi esse livro, e vi sua contracapa, eu senti uma urgência em lê-lo. Implorei para minha mãe comprá-lo, e tudo acabou em eu, numa tarde de domingo, com os olhos inchados e nenhum conteúdo sobre a prova que eu deveria ter estudado para na minha cabeça. O livro é triste, sem dúvidas, mas é também apaixonante, e te faz refletir; facilmente entrou para a minha lista de livros favoritos.

Hazel Grace Lancaster é uma paciente terminal com câncer. Ela tem apenas 16 anos, e frequenta um grupo de apoio, não porque acha que precisa, mas apenas para agradar sua mãe. E é nesse mesmo grupo de apoio, que ela conhece Augustus Waters, que viria a ser seu “grande amor-estrela cruzada” de sua vida. Como eu disse antes, não sou a maior fã de romances, mas A Culpa é das Estrelas não é um romance qualquer. É brilhante, te prende do começo ao fim, e te faz se apaixonar pelos personagens, e pelos diálogos entre eles, pela inteligência atrás de cada frase. Não é meloso, é eletrizante, e real; uma história de amor real.

Outro ponto interessante do livro é que você vê como um paciente com câncer se sente, e Hazel não poupa palavras, ela descreve todos os seus medos e suas angustias, o que teme sobre a sua morte não tão longínqua assim. Ela não é uma daquelas doentes que ficam se lamentando deitadas em uma cama sobre o quanto a vida é cruel. Não, Hazel lida com a doença, e entende que mais cedo ou mais tarde, irá morrer, seria apenas uma questão de tempo. Os personagens de John Green nessa narrativa tem uma forma totalmente inédita de lidar com a doença, eles só não se preocupam tanto; fazem piadas sobre seus problemas até, humor negro.

Ao longo do livro, vamos aprendendo mais e mais sobre Hazel, Augustus, Isaac... E nos apaixonando cada vez mais. Suas palavras são profundas, e nos fazem refletir. Achei-o genial.
Na capa, há uma citação que achei completamente condizente com o livro: “Você vai rir, vai chorar, e ainda vai querer mais.”. É totalmente verdade, Green nos faz rir, chorar, sorrir, e até xingar. É um misto de emoções, e no final, você entende o porquê de alguns infinitos serem maiores que os outros.

By: Luiza Santa Bárbara

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